A Páscoa: Uma Questão de Vida ou Morte!


De onde eu vim, a Páscoa era uma festa repleta de variados símbolos misturados, onde o coelho, os ovos de chocolate, os doces e presentes se combinavam com o cordeiro, a morte, a paixão, a traição, sacrifício, pão e vinho. Tudo isso não fazia muito sentido na minha cabeça de criança e lembro que me surpreendi quando fiquei sabendo que coelhos eram mamíferos e não botavam ovos.

Enquanto crescia me deparei com muitas contradições desse mesmo tipo, mentiras que se fantasiavam de verdade, ou que se misturavam à verdade distorcendo ou diminuindo seu valor. Eu finalmente pude aprender o real significado da palavra Páscoa e gostaria de contar para vocês o que aprendi. Ela “primeiramente” se refere à saída do “povo de Deus”, os israelitas, do Egito, depois da última praga, a morte dos primogênitos. Moisés havia sido ordenado por Deus para libertá-los da escravidão do Egito. Ele tinha ido até o Faraó, e o mesmo negou por diversas vezes o pedido de deixar os israelitas partirem. Então, Deus fez cair sobre o Egito as dez pragas. Somente depois da décima praga o Faraó permitiu que os israelitas saíssem. Essa praga parece ter sido a pior de todas, a mais forte e dolorosa.

Moisés também tinha dado certas instruções que deveriam ser obedecidas à risca pelos israelitas. Eles deveriam se preparar para partir, e no dia marcado, deveriam matar e assar um cordeiro, passando o sangue dele nos batentes das portas das casas onde moravam e reunirem-se com suas famílias dentro das casas de portas fechadas. Lá, deveriam comer o cordeiro e ficarem prontos, esperando pelo sinal de partirem. Essas instruções deveriam ser obedecidas por todos os israelitas.

Naquela noite marcada, muitos gritos terríveis de dor foram ouvidos no Egito. Somente os israelitas obedientes que estavam dentro das casas e que tinham passado o sangue do cordeiro em suas portas estavam protegidos do “anjo da morte” que passava. Por isso eu disse que, “primeiramente”, Páscoa (ssach em hebraico) significa “passagem por cima”, referindo-se à passagem do “anjo da morte” por cima do Egito e lembrando a morte de todos os primogênitos (dos homens e dos animais) dos egípcios que foram atingidos por não terem o sangue do “Cordeiro” cobrindo os portais de suas casas.

Parece que existe certa semelhança em tudo isto, não? Fez-me pensar nos tempos que estamos vivendo agora. Hoje, no ano 20 do século 21, prestes a passar pela festa da Páscoa, o mundo inteiro está confinado em suas casas por causa de uma gripe mortal, esperando notícias de quando poderão sair novamente. Nem mesmo podem ir às suas igrejas para celebrarem a Festa.

Mas, como eu havia dito, esta é só a primeira parte da história, que é relativa ao Antigo Testamento (Velha Aliança). No Novo Testamento (Nova Aliança) o sentido da palavra Páscoa se amplia e esclarece. Pois foi durante a celebração desta festa dos judeus em Jerusalém por volta do ano 30 ou 40 d.C., que o homem conhecido por Jesus Cristo (Yahshua ha Mashiah) foi crucificado. Ele foi o “Cordeiro de Deus”, “Aquele que tira o pecado do mundo” como João Batista o apresentou.

Este homem foi traído por um de seus seguidores, foi levado aos tribunais e injustamente julgado, açoitado e zombado pelos oficiais que o prenderam. Ele foi crucificado e morreu. Ele morreu pelo motivo de criar um Caminho para o homem voltar para seu Criador, uma “passagem” de volta. Ele se entregou como um sacrifício voluntário pelos pecados de todos que quisessem a reconciliação com o Deus Criador. Ele pagou o custo dos seus pecados, morreu no lugar deles. Ele pôde fazer isto porque Ele era puro, sem engano, má intenção, iniquidade ou maus desejos. Nisto se assemelhava aos “cordeiros” sem manchas, que eram oferecidos pelos israelitas naquela época como oferta pelos pecados. Mas Ele não ficou na morte, Ele não podia ficar lá, Ele ressuscitou! Esse foi o motivo pelo qual seus discípulos depois viraram o mundo de “cabeça para baixo”, para espalharem esta boa notícia.

Eles sabiam que haveria pessoas que não tomariam seu sacrifício levemente, mas que seriam tocadas em seus corações, que responderiam ao seu ato de amor por elas, que receberiam a notícia de sua ressurreição com alegria, e veriam isto como uma esperança para elas mesmas saírem da morte espiritual de suas vidas! Uma oportunidade para começarem de novo, deixando para trás suas velhas vidas de pecados…

Ele, o Salvador, queria reuni-las num só povo que tivesse um mesmo coração e mente. Ele queria que elas pudessem representá-lo na terra, serem como seu próprio Corpo. Elas estariam para sempre perdoadas através de seu sangue (o sangue do Cordeiro) e nunca mais precisariam sofrer com medo do “anjo da morte”, pois estariam na casa daquele que já tinha vencido a morte. Esta casa existe! Este lugar não é só uma utopia. Lá não há solidão mesmo diante de pragas mundiais como esta que enfrentamos hoje. Se quiser nos conhecer ou saber mais, por favor entre em contato conosco.

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